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Bacharel Teologia Nascidos de Novo

terça-feira, 29 de setembro de 2009



Com muito dinheiro, mas sem o Poder de Deus


Por que o sucesso tornou-se uma prioridade na vida de milhares de líderes cristãos e os meios para alcançá-lo cada vez mais distantes da Palavra de Deus que dizem proclamar?

O deus deste século é Mamon e as medidas de seu dominío há muito invadiram os arraiais evangélicos. A busca sórdida dos prazeres deste mundo fizeram recentemente sucumbir muitos líderes. Mas, lamentavelmente, nem mesmo todos os escândalos e exemplos negativos são capazes de impedir que outros venham a cair.

As medidas de sucesso de muitos líderes estão enganando seus corações, e estes, seja pelos prazeres deste mundo, do adultério e da prostituição física ou espiritual, pelas luxúrias ou pela ganância, somente proclamam domingo após domingo mensagens de prosperidade falsa, abundância de bens, tesouros na terra, riquezas sem fim.

A Santidade e a Salvação do Senhor há muito já foram substituídas pela pregação de ofertas cada vez mais gordas. E os olhos das ovelhas que contribuem piscam sem parar, cheios de cifrões, porque querem cada vez mais para satisfazer seus desejos consumistas como que dizendo: “Ah! Os milhões que perecem sem o Evangelho que morram, não são minha responsabilidade. São destes missionários pobres, sem dinheiro, que abandonaram tudo para viverem nas searas de Deus! De vez em quando a gente envia uma ofertinha para um deles. Aí estampamos no mural da “igreja” que somos uma igreja que amamos missões”.

Mentira! Mais de 50% das entradas de nossas igrejas não são gastas com a obra missionária e a maior parte do dinheiro que se gasta não propicia sequer a salvação de uma alma para o Reino.

Para dar um exemplo do contexto que vivo, se temos 500 igrejas brasileiras na América(E.U.A. ), temos 500 pregadores que pregam 500 sermões todos os domingos. Se estas igrejas têm dois cultos por semana são 500 igrejas com 500 pregadores que pregam 1000 sermões por semana. São ao final do ano 52.000 sermões pregados... E mais de 80% por cento dos brasileiros que aqui vivem continuam perdidos. E provavelmente mais de 50% de sua igreja, prezado leitor (a), continua perdida, porque “aquele que vive na prática do pecado nem viu nem conheceu a Deus.” (I Jo. 3:6)

Esta igreja da pregação da prosperidade, das campanhas de ofertas pelo rádio, pela TV, pela internet, dos milhões de negócios dos evangélicos está perdida, sem poder, não pode salvar-se a si mesma. É preciso humilhar e reconhecer que somos pobres de Poder de Deus.

Odeio a pobreza e a miséria na vida das pessoas. Odeio o pecado que leva às pessoas a viverem como andarilhas. Mas também odeio a riqueza opressora, que faz outros miseráveis.

Não venham me dizer que sou contra dízimos e ofertas, que não creio no Deus que dá poder para adquirir riquezas, que não creio no Deus que deseja que eu seja cabeça e não cauda, que empreste em vez de tomar emprestado e que coma o melhor desta terra.

Esta insistência de pedir dinheiro sem parar na vida de muitos líderes é apenas o sintoma de uma queda que se anuncia. A resposta que obtêm de milhares é a razão pela qual vivem: para enriquecerem a si mesmos e continuarem desprezando ao pobre, à viúva, à obra missionária e as causas do Reino de Deus.

É preciso reconhecermos que estamos numa crise terrível de ligitimidade na liderança evangélica, que esta avalanche de líderes que se divorciam, que se envolvem em escândalos, que vivem numa competição desenfreada entre si, que constroem impérios cada vez maiores em torno de si mesmos é sintoma de uma igreja apóstata que vive a manifestação do anti-Cristo em seu seio.

Uma igreja que precisa voltar-se totalmente para Deus e para Sua Palavra, para a simplicidade do Evangelho, para a exclusiva Pregação da Mensagem da Cruz. Uma igreja que precisa abandonar os modismos, os exoterismos, os misticismos, os amuletos, o brilho do palco e da plataforma e voltar-se aos joelhos dos quartos escuros, aos montes onde os corações quebrantados encontram com o Espírito, ao viver hoje como se Jesus fosse voltar hoje e a trabalhar para ganhar recursos para fazer a Sua obra, enquanto Ele não retorna.

Um Igreja que se ocupa exclusivamente com o que é em Cristo – sua identidade - e não com o que tem ou o que possue. Que aprendeu somente a buscar o Reino de Deus e a Sua Justiça pelo que Deus é, e não pelas coisas que serão acrescentadas. Sim, uma Igreja que busca a face de Jesus mais do que busca as Suas Mãos. Porque o sucesso com Deus é medido pelo que ela é em Cristo e não pelo que tem.


por Josimar Salum



segunda-feira, 9 de março de 2009

Geração Diferenciada

"E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos,
e gerou filhos e filhas.

E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou." (Gn 5:22-24)

Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR.

Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus. (Gn 6:8,9).

Andava com Deus. Hoje quase não se houve pessoas dizerem isso de alguém.
Parece que tudo está tão igual, ninguém é "diferente" de ninguém.
O que tornava os dicípulos e todos os outros personagens bíblicos tão diferentes, afinal, eles também não viviam em uma época tão cheia de pecados?

Veja o caso de Noé, vivia em um período tão "podre" que Deus já não aguentava mais o cheiro de pecado da humanidade, então resolveu acabar com ela.
Mas Deus encontrou um homem que andava com Ele. Este homem era Noé, ele se destacava pelo fato de ser justo e perfeito diante de Deus.
Acredito que desde criança lhe foi ensinado a andar com o Senhor.

Como vimos em Genesis 5, o seu bisavô Enoque andava com Deus. E foi tão amado que o Senhor resolveu leva-lo sem que este experimentasse a morte, ou seja, Deus o arrancou desta Terra sem dor e sofrimento. Isso nos dá o entendimento de que Noé desde criança via o testemunho de vida de seu bisavô. Um homem temente e que procurava fazer a vontade de Deus.

Mas a terra estava contaminada, não havia qualquer possibilidade de regeneração. Deus já havia se arrependido de ter criado o homem e decidido que iria acabar com tudo e todos. Mas Deus é amor e quem ama não destrói e sim, procura reconstruir.
Deus dá uma nova oportunidade para a humanidade e é através da família daquele que o buscava com toda sinceridade. Deus encontrou Noé.

Mas disso tudo o que me deixa tão maravilhado é o fato de Noé se diferenciar de toda a humanidade e, não apenas ele, mas o seu bisavô Enoque que foi levado ao céu.
Imaginem que experiência...

Deus ainda procura pessoas assim como Enoque e Noé para andar com Ele, praticando a justiça e integridade, sendo santos e irrepreensíveis.
Pessoas que Ele pode confiar, que não sejam influênciáveis ou seduzíveis por mais traiçoira que o ambiente seja. Alguém que seja realmente apaixonado por estar diante de Deus.
Hoje, essa geração precisa deixar-se influenciar pelas gerações passadas que andaram com Deus, fizeram a vontade dele e completaram a carreira. E não pelos modismos do mundo.
Mas graças a Deus que sempre haverá os remanescentes, aqueles inconformados com o pecado que ronda este mundo. E não importa o tamando da sujeira que nos rodeia, a vida é cheia de escolhas. Se queremos ser santos é preciso fazer a escolha certa. Não há justificativas para o pecado, como vimos Noé viveu num período "podre".

Façamos então a escolha certa e amanhã seremos lembrados como "alguém que andou com Deus".

Abraços,

Wanderson Sabino.

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